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03/02/2012 - Bordana prepara-se para entrar no ramo de vestuário
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Cooperados da Bordana investiram em capacitação para iniciar confecção de roupas

A Cooperativa de Bordadeiras e de Produção Artesanal do Cerrado Goiano (Bordana) está preparando-se para entrar no ramo de vestuários. A presidente da cooperativa, Celma Grace Oliveira, conta que a produção artesanal dos cooperados será incrementada com a confecção de batas e vestidos personalizados com desenhos da vegetação do Cerrado. “O nosso grande diferencial são os desenhos exclusivos e únicos, feitos na própria peça. E isso será mantido nas roupas”, afirmou a presidente. Segundo ela, a ideia de atuar nesse segmento partiu dos consumidores. “Decidimos ampliar nossas atividades atendendo a sugestões dos próprios clientes, que sempre pediam para criarmos peças de vestuário”, afirmou Celma. Ela explicou que os cooperados estão se qualificando, por meio de oficinas de costura e bordados com profissionais do segmento antes de iniciar a comercialização, que ainda não tem data definida para lançamento. “Estamos nos preparando para usar a técnica de matização nos bordados (que dá diferentes gradações de cores), para chegarmos a um resultado de mais leveza nas peças. Também estamos trabalhando para que os desenhos fiquem cada vez mais próximos do real”, disse. Além desse investimento nas roupas, Celma explica que a Bordana vai intensificar as atividades de dois projetos sociais da cooperativa: o curso de bordados para detentas do 3º Batalhão da Vila Pedroso e o “Badminton Social” (modalidade esportiva em que se joga peteca com raquete), que é voltado para jovens e crianças residentes no Jardim Nova Esperança e bairros próximos. “Desenvolvemos um trabalho de resgate da autoestima de mulheres presidiárias, capacitando-as para que tenham uma profissão ao saírem da cadeia. Já com o Badminton Social temos o apoio da Federação Goiana de Badminton para promovermos um trabalho de inclusão social de crianças e jovens que se encontram em situação de vulnerabilidade social”, disse Celma, informando que todas as ações são desenvolvidas com a ajuda de voluntários. “Criamos grupos de trabalho e contamos com a colaboração de cooperados e amigos para realizarmos os projetos. Sem essa ajuda não teríamos conquistado tudo isso”, reconhece.

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